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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a 2ª edição do Manual Técnico de Avaliação da Qualidade de Dados Geoespaciais. Confira! *Por Thaís Perez

A constante evolução tecnológica vem propiciando à área de Geociências um aumento na produção, demanda, acesso e número de usuários de dados geoespaciais. O processo de elaboração envolve operações e métodos pautados em normas internacionais e especificações técnicas nacionais que visam a qualidade dos produtos gerados.

Devido a isso, o lançamento da segunda edição do Manual Técnico de Avaliação da Qualidade de Dados Geoespaciais tem como objetivo, orientar as inspeções de qualidade de produtos geocientíficos para retratar a qualidade de seus dados geoespaciais. Incluindo normas internacionais ISO, especificações técnicas nacionais e indicações bibliográficas para orientar a elaboração e o controle de qualidade de produtos geoespaciais.

manual2ª edição do Manual: mudanças e atualizações

Nesta segunda edição, o manual conta com várias atualizações, diferentes abordagens e ajustes no conteúdo, com destaque especial para a ampliação do catálogo de medidas de qualidade.

Além disso, o manual é mais abrangente e detalhado do que na 1ª edição. O objetivo do catálogo é de orientar os produtores ao longo do processo de inspeção de qualidade.

A publicação do manual aborda os elementos de qualidade, formas de inspeção, planos de amostragem, inclusão dos indicadores de qualidade dos dados em seus metadados e relatórios de qualidade.

Para ter acesso ao manual em formato PDF, clique aqui e faça o download gratuitamente.

O que são Informações Geoespaciais?

Mapas, cartogramas, atlas nacionais e temáticos, imagens ortorretificadas, bases cartográficas etc, fazem parte das informações geoespaciais e são referencias para o conjunto da sociedade, no âmbito das políticas públicas, das pesquisas acadêmicas, das obras de infraestrutura, entre outras.

A Comissão Nacional de Cartografia define, conforme o Art. 2º do Decreto n. 6.666/2018, as informações ou dados geoespaciais como:

I – dado ou informação geoespacial: aquele que se distingue essencialmente pela componente espacial, que associa a cada entidade ou fenômeno uma localização na Terra, traduzida por sistema geodésico de referência, em dado instante ou período de tempo, podendo ser derivado, entre outras fontes, das tecnologias de levantamento, inclusive as associadas a sistemas globais de posicionamento apoiados por satélites, bem como de mapeamento ou de sensoriamento remoto.

A produção dessas informações ou dados geoespaciais necessita de padrões de qualidade e o acompanhamento da evolução tecnológica na área das geociências. O Manual Técnico de Avaliação da Qualidade de Dados Geoespaciais estabelece esses padrões e apresenta uma metodologia de avaliação qualitativa.

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Mais informações sobre o Manual

A publicação está estruturada em quatro capítulos. Confira cada um deles:

Qualidade de dados: uma abordagem geoespacial

O primeiro capítulo apresenta, de forma geral, o conceito de qualidade, a visão do produtor e a visão do usuário, a qualidade de um produto com representação geoespacial, normas e padrões para dados geoespaciais. Além de apresentar os elementos de qualidade de dados espaciais.

Amostragem aplicada a dados geoespaciais

No segundo capítulo, é abordado os conceitos e métodos de amostragem que são utilizados na avaliação de dados espaciais. Com destaque para o tópico referente à elaboração de planos de amostragem, com base em níveis de inspeção e conformidade, para estabelecer critérios de aprovação e reprovação da qualidade.

Metodologia de avaliação da qualidade

Já o terceiro capítulo, sintetiza os conceitos abordados nos tópicos anteriores. Além disso, descreve uma diretriz para a inspeção de qualidade de um produto geoespacial. Tratando, ainda, da elaboração de catálogos de medidas de qualidade e relatórios de qualidade independentes.

Metadados geoespaciais: informando a qualidade do produto cartográfico ao usuário

Por fim, o último capítulo ressalta a importância de relatar as aferições de qualidade nos metadados do produto. Os Apêndices que complementam a publicação trazem exemplos de medidas de qualidade, agrupadas segundo os aspectos de consistência lógica, completude, acurácias (posicional, temática, temporal) e usabilidade que devem ser avaliados em conjuntos de dados espaciais, considerando para tal produtos geocientíficos selecionados do IBGE.

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Fonte: (IBGE lança 2ª edição do Manual Técnico de Avaliação da Qualidade de Dados Geoespaciais).

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