manchas de óleo

Manchas de óleo aparecem em 132 locais diferentes desde o início de setembro. Os vazamentos atingem 9 estados do Nordeste, causando interdição em praias e prejudicando a fauna local. *Por Thaís Perez

Manchas de óleo no litoral nordestino: identificando a origem

No dia 25 de setembro, o Ibama, emitiu um comunicado sobre o ocorrido. O Instituto afirma que desde o dia 2 de setembro tem estabelecido uma série de ações, junto ao Corpo de Bombeiros do DF, Marinha e Petrobras para investigar as causas e responsabilidades ambientais do despejo de petróleo que atingiu a região.

Veja os locais atingidos:

manchas de óleo - áreas afetadas

Áreas com localidades oleadas no Nordeste Brasileiro. Fonte: Ibama

A análise das amostras coletadas pela Marinha e pela Petrobras, apontam que a substância encontrada nos litorais trata-se de petróleo cru, não possuindo origem de nenhum derivado de óleo. Além disso, a Petrobras informa que o óleo encontrado nas análises não é encontrado no Brasil.

A investigação da origem das manchas de óleo está sendo conduzida pela Marinha e a investigação criminal, pela Polícia Federal. A operação para identificar a origem do vazamento conta com 1.500 militares, cinco navios, uma aeronave e várias embarcações e viaturas de delegacias e capitanias dos portos.

Primeiros sinais e ações do Ibama

O primeiro sinal do petróleo derramado foi registrado em três praias do litoral paraibano, no dia 30 de agosto. Nos 40 dias seguintes, o vazamento se espalhou por 63 cidades nos 9 Estados do Nordeste.

O Instituto avalia os impactos ambientais e direciona as ações de resposta à fauna, orientando sobre a destinação de resíduos e remoção do óleo, bem como define prazos das ações de limpeza e quais ambientes devem ser priorizados.

Detectando as manchas de óleo com satélite

Um satélite europeu captou imagens de uma mancha de óleo cru indo em direção ao litoral da Bahia. A mancha tem 21 quilômetro quadrados, quase o tamanho da cidade de Taboão da Serra, em São Paulo.

As anomalias foram identificadas pelo professor do curso de Oceanografia da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Pablo Santos – especialista em sensoriamento remoto. A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que  as manchas foram identificadas por um satélite da União Europeia. O radar identificou a mancha às 7h55 de sexta (11/10), momento em que estava a 100 quilômetros da costa brasileira entre os estados de Sergipe e Bahia.

Além disso, professores de engenharia de petróleo da Universidade de São Paulo (SP), Ricardo Cabral e Patrícia Matai, afirmaram que é necessário realizar o monitoramento via satélite para identificar a pluma de contaminação.

Saiba como a diversidade de imagens de satélite pode ajudar na gestão territorial

Locais mais afetados

Entre os 132 pontos afetados pelo vazamento, Sergipe é um dos estados mais prejudicados, sendo decretado em situação de emergência pelo governo estadual. No total, são 14 pontos de óleo encontrados e várias praias interditadas.

Veja as áreas afetadas no estado de Sergipe:

manchas de óleo - sergipe

Áreas afetadas no Estado de Sergipe. Fonte: Ibama

O relatório do Ibama, indica que o trecho mais prejudicado vai do extremo sul de Alagoas (Piaçabuçu) ao extremo norte da Bahia (Conde). Até agora, foram identificadas manchas de óleo em uma faixa de 2 mil quilômetros da costa brasileira. Foram retiradas 133 toneladas de óleo cru das praias.

Manchas de óleo atingem a fauna local

Sabe-se que pelo menos doze animais sofreram os efeitos da substância viscosa, entre eles onze tartarugas marinhas e um golfinho, sendo que oito deles morreram.

manchas de óleo - fauna afetada

Locais com ocorrência conhecida de fauna afetada. Fonte: Ibama

Consequências e prejuízos

Além dos prejuízos ambientais, o óleo está se espalhando pelas regiões ambientais que são essenciais para o país, como a foz do rio São Francisco, localizada no município de Piaçabuçu, litoral extremo sul de Alagoas.

A Petrobras foi acionada para realizar a limpeza antes que haja riscos de o material se espalhar de vez.

Como o Geoprocessamento pode ajudar?

Hoje, torna-se cada vez mais importante saber como usar o geoprocessamento para análise de impactos ambientais, de forma a garantir maior proteção ao meio ambiente. E isso não é um entrave à atividade econômica e ao desenvolvimento, como alguns erroneamente sustentam.

Para saber mais, sugerimos a leitura:

Meio ambiente: geoprocessamento para análise de impactos ambientais

Capacitação no assunto

Para cada situação, há um tipo de satélite. O curso online Imagens de satélite para tomada de decisão, pretende explicar como os recursos tecnológicos existentes no setor de sensoriamento remoto orbital podem ser utilizados nos estudos, nas análises e no monitoramento de territórios em diversas aplicações nos setores público e privado.

Para isso, será abordado a diversidade de satélites de observação da terra, tanto comerciais quanto gratuitas e os caminhos para se adquirir imagens de satélite para as diversas escalas de estudos e aplicações.

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Já o curso Introdução ao PDI com SPRING, visa apresentar conceitos básicos  do Processamento Digital de Imagens (PDI), através  de exemplos práticos  no software SPRING 5.2.6.

O Processamento Digital de Imagens (PDI) é a manipulação de uma imagem  por  computador com o objetivo de melhorar o aspecto visual de certas feições estruturais para o analista humano e fornecer outros subsídios para a sua interpretação, inclusive gerando produtos que possam ser posteriormente submetidos a outros processamentos.

manchas de óleo

 

Fontes do artigo: (Petróleo nas praias do nordeste: o que já se sabe); (Manchas de óleo no litoral do nordeste); (Imagens impressionantes de uma mancha de óleo cru com 21 quilômetros quadrados se aproxima da Bahia); (As pistas que podem ajudar a desvendar mistério de petróleo que atingiu praias do Nordeste).

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