15 dicas: o que colocar no currículo, o que evitar e como se destacar

Um currículo bem apresentado pode fazer toda a diferença na hora de passar pelo primeiro filtro em um processo seletivo e seguir para a fase da entrevista. Confira nossas 15 dicas sobre o que colocar no currículo, o que evitar e como se destacar no mercado

Por Eduardo Freitas Oliveira

Diante de uma economia que está em fase de recuperação, muitas empresas têm puxado o freio nas contratações, e nos setores de Geotecnologia e Drones não é diferente. Os contratantes estão buscando cada vez mais a montagem de equipes multidisciplinares, que consigam gerar mais resultados com menos recursos.

O profissional de Geo e/ou Dones que estiver buscando uma nova oportunidade de trabalho deve estar de olho no mercado e investir em qualificação para que possa se destacar em processos seletivos. E, além disso, deve ter sempre em mãos um currículo atualizado e com as informações que os contratantes mais valorizam.

Hoje, com as vagas cada vez mais escassas e o número de candidatos cada vez maior, os recrutadores têm pouco tempo para analisar cada currículo. Por isso não dá pra errar justo nesta fase inicial, pois ela será o filtro para a próxima etapa, da entrevista.

Pensando nisso, preparamos algumas dicas sobre o que colocar no currículo, o que evitar e como se destacar no mercado de trabalho.

Primeiro, vamos às cinco dicas sobre o que um recrutador geralmente analisa antes em um currículo:

1 – Aderência entre o perfil profissional do candidato e a vaga. Neste caso, avalie muito bem a oportunidade em questão e, se preciso, crie várias versões do seu currículo. Desta forma, você poderá destacar os pontos mais importantes, que estejam alinhados à vaga a qual você está se candidatando.

2 – Consistência da passagem do profissional em experiências anteriores. Aqui o recrutador vai avaliar o tempo que o candidato passou em cada emprego, as causas da saída, etc.. Tenha respostas prontas para perguntas que podem gerar constrangimentos, como um grande período entre dois empregos, por exemplo.

3 – Fluência em outros idiomas. Hoje, cada vez mais é preciso dominar pelo menos um idioma além do português. A língua inglesa é imprescindível, mas sempre leve em consideração estudar também outros idiomas, como o espanhol, francês, alemão, etc..

4 – Interesse por qualificação continuada. Além da educação formal, inclua os cursos rápidos que você já fez – e que tenham relação com a vaga -, demonstrando assim que você está sempre buscando melhorar suas habilidades.

5 – Habilidades cartográficas. Para vagas no setor de Geotecnologia, sempre que possível inclua em seu currículo um mapa que mostre informações sobre você, como por exemplo lugares onde trabalhou, congressos dos quais participou, etc.. Isso poderá impressionar o recrutador e gerar uma conexão imediata.

E agora as cinco dicas sobre o que evitar colocar num currículo:

1 – Exagerar nos auto-elogios. Nunca inclua adjetivos sobre você mesmo, pois isso pode gerar um efeito contrário. Características como ágil, dedicado, perfeccionista, obstinado, etc.. não só demonstram arrogância como podem gerar desconfiança. Esses tipos de habilidades serão avaliadas na própria entrevista ou então em dinâmicas de grupo.

2 – Incluir informações muito antigas. Experiências profissionais que aconteceram há muito tempo – mais de 10 anos, por exemplo – devem ser apresentadas de forma sucinta. Isso vale também para a formação, pois não faz sentido incluir informações sobre onde você estudou antes da faculdade, a não ser que seja um curso técnico e que tenha ligação à vaga.

3 – Descrever tarefas operacionais. A descrição das atividades realizadas no dia-a-dia de empregos anteriores deve ser concisa e focada nos resultados alcançados durante cada passagem.

4 – Abusar de elementos visuais. A não ser que a vaga seja para designer, use somente o básico para elaborar seu currículo, com fundo branco e fonte na cor preta, sem logos, fotos ou figuras que distraiam o recrutador.

5 – Detalhar informações irrelevantes. Só inclua pretensão salarial quando for solicitado e, mesmo assim, tente evitar esta questão e levá-la para a fase da entrevista ou posterior. O mesmo vale para dados como número de RG e CPF, endereço completo, filiação, carteira de motorista, estado civil, referências, etc.. Alguns desses itens poderão ser solicitados pelo recrutador no momento apropriado.

E, para finalizar, separamos 5 dicas para você se destacar no mercado:

1 – Aproveite o período de desaceleração no ritmo de trabalho – típico do início de ano – para se capacitar. Cursos online são uma ótima opção.

2 – Ter cursos em instituições educacionais de primeira linha no seu currículo conta muitos pontos. Sempre pesquise sobre a credibilidade da instituição antes de se matricular.

3 – O início do ano é uma época em que poucas empresas estão contratando, mas mesmo assim vale a pena pesquisar. Uma dica é acessar o banco de vagas MundoGEO, onde são publicadas oportunidades de trabalho no setor de Geotecnologia e Drones.

4 – Divulgue ao máximo que você está buscando uma nova colocação, através da sua rede de contatos (por email, redes sociais, whatsapp, conversas informais, etc.).

5 – Envie seu currículo para empresas especializadas em recrutamento de profissionais e cadastre-se em sites do gênero, como Catho, InfoJobs e similares.

Dica-bônus: ao enviar um currículo para uma empresa, verifique se é solicitado que seja enviado no assunto do email algum texto específico, capriche na redação da sua apresentação e certifique-se de que o email tenha sido recebido pelo setor de recrutamento.

Boa sorte e sucesso!

Empreendendo na área de Geo e Drones

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Eduardo Freitas, Idealizador do geoXchange, Co-Fundador do MDI, Consultor-Especialista no GEOeduc, Diretor de Operações do MundoGEO, Projetista na Engest Engenharia. Engenheiro Cartógrafo (UFPR), Técnico em Edificações (UTFPR), Especialização em Gestão Estratégica em EAD (Senac-SP), com mais de 20 anos de experiência em Obras Civis e Geotecnologia, atuando em empresas como Engebanc, Vertrag, Absoluta, Empresa Júnior de Cartografia da UFPR, entre outras. Coordenador do Instituto GEOeduc de 2014 a 2017. Diretor Financeiro da Associação Brasileira de Engenheiros Cartógrafos – Regional Paraná (ABEC-PR) 2013/2015, Membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Tradutor de 2007 a 2013 do Informativo para América Latina e Caribe da Associação para a Infraestrutura Global de Dados Espaciais (GSDI), Tradutor desde 2012 do Informativo do Fórum Ibero-Americano do Consórcio Geoespacial Aberto (OGC), Tradutor desde 2014 do Informativo GeoSUR, Membro da Equipe de Tradução do software livre QGIS – 2015/2016, Membro da Comissão Avaliadora das Jornadas Internacionais do software livre gvSIG – 2013-2014. Atuou como Gerente de Social Media, Editor das Revistas/Portais MundoGEO & DroneShow e Coordenador da Programação dos Eventos Presenciais (Seminários, Hackatons, MundoGEO#Connect & DroneShow) e Online (Webinars, Workshops) da MundoGEO. Liderou a participação da MundoGEO em Projetos de Cooperação Internacional envolvendo instituições latino-americanas e europeias. Autor do blog GeoDrops. Artigos publicados nas revistas Scientific American Brasil, GIS Development, entre outras. Participação no documentário Todo Mapa tem um Discurso. Criador do primeiro grupo de Mastermind de Geotecnologia (Geomind). Criador da página I See Maps All The Time. Palestrante em Conferências Nacionais e Internacionais sobre Tendências em Geotecnologia & Drones, (Geo)Marketing Digital, GeoEmpreendedorismo, Qualificação/Atualização Profissional e temas afins.

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