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Censo 2020: IBGE divulga novo questionário

O questionário que será aplicado no próximo ano, passou por algumas mudanças. Agora, no Censo 2020 informações sobre posse de bens, rede de ensino frequentada pelo entrevistado, fontes de rendimentos, entre outras não serão mais coletadas. Acompanhe todas as modificações. *Por Thaís Perez

O IBGE divulgou na segunda-feira (1) quais perguntas estarão no questionário do Censo 2020. Com as mudanças, o questionário básico conterá 26 perguntas e será aplicado em todos os domicílios do país. Entretanto, o questionário da amostra (que é mais detalhado), terá 76 questões e será respondido por cerca de 10% das residências brasileiras.

Para muitos especialistas, essa mudança impacta de forma direta no planejamento do país. Eles alegam que a falta de certas informações impede acompanhar a dimensão de conhecimentos sociais e demográficos.

Para saber mais sobre os desafios do Censo 2020, leia: Censo 2020: IBGE tem nova presidente e desafios para a nova gestão

É importante lembrar que o Censo é uma ferramenta importante para o governo. Ele serve como base para coletar dados sobre condições de vida da população e traçar políticas públicas relacionadas à saúde, educação, habitação, segurança, benefícios sociais, entre outros.

Censo Experimental: como funcionará?

De acordo com o Instituto, os questionários serão utilizados no levantamento do Censo Experimental, que acontecerá ainda este ano em Poços de Caldas (MG).

A previsão da testagem dos questionários acontecerá entre setembro e novembro, e funcionará como ensaio geral para avaliar e aperfeiçoar a logística de operação censitária, servindo de base para o Censo do próximo ano.

Principais mudanças do Censo 2020

As informações coletadas pelo Censo acontecerão entre os meses de agosto e outubro de 2020 em todos os 5.570 municípios do país.

Deixarão de ser coletadas informações sobre a posse de bens como automóvel, motocicleta, computador, telefone celular, geladeira e televisão, que antes faziam parte do levantamento de 2010. Agora, está previsto a coleta de informações sobre a posse de máquina de lavar roupa e de acesso à internet.

Além disso, o novo questionário não especifica qual a rede de ensino (pública ou privada) frequentada pelo entrevistado. Também não constará perguntas referente ao valor do aluguel pago pelos entrevistados.

O Censo de 2020 não discriminará as fontes de rendimento, ou seja, apenas será questionado ao entrevistado se este recebeu algum rendimento bruto mensal de aposentadoria, pensão, bolsa família, BCP, aluguel ou outra origem.

O tema sobre emigração foi retirado do questionário básico, ficando apenas no questionário da amostra. As informações coletadas sobre emigração permitem o conhecimento numérico de quantas pessoas saíram do país e onde estas estão morando.

Críticas dos especialistas

Se referindo a retirada do tema emigração do questionário básico, Luanda Botelho, coordenadora do núcleo Chile da Associação dos Servidores do IBGE (ASSIBGE) afirma:

O Censo conta a população de 2020, mas para saber quantos brasileiros terão em 2021, 2022, 2023 até a data do próximo Censo, 2030, você precisa da projeção. E para fazer a projeção você precisa desses ‘movimentos’ da população: quantas pessoas nascem, quantas morrem, quantas entram no país e quantas saem.

Para os pesquisadores da área, as perguntas que deixarão de ser coletadas sobre o valor do aluguel pago pelos entrevistados, dificultará a obtenção de informações sobre o déficit habitacional do país.

Além disso, Roberto Olinto, ex-presidente do IBGE, indica que a falta de certas informações será refletida em problemas que aparecerão daqui três anos. Referente a isto, Olinto aponta que a perda de informações impede a realização de políticas habitacionais, o entendimento do que é escola pública e privada e do problema de migração.

(Fontes: Questões cortadas do Censo incluem posse de bens, rede de ensino e discriminação de fontes de rendaCom questionário definido, conheça as perguntas que serão feitas no Censo 2020; Questões cortadas do Censo prejudicam planejamento do país, dizem especialistas). 

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