Como o Processamento Digital de Imagens (PDI) é importante para projetos

Por Arthur Paiva

Veja neste artigo como o PDI é importante para projetos, principalmente na qualidade do dado geográfico

Processamento Digital de Imagens consiste no estágio intermediário da produção cartográfica, responsável por ajustar a imagem aos padrões posicionais e geométricos desejados.

Sendo assim, o PDI surge como um processo fundamental na garantia da qualidade do dado geográfico ou da informação a ser gerada em 3 aspectos fundamentais: Qualidade, Manipulação e Interpretação de Imagens.

ASPECTO 1: QUALIDADE DA IMAGEM

O primeiro aspecto vai de encontro ao controle de qualidade do dado imagético a ser levantado. As imagens orbitais apresentam 4 características principais: Resolução Espacial (geométrica), Resolução Espectral, Resolução Radiométrica e Resolução Temporal.

A resolução espacial consiste no nível de detalhamento que o sensor obteve ao coletar determinada imagem. É uma relação de pixel por unidade de terreno, ou seja, quanto eu um pixel vale no terreno. Esse fator é expresso em metros, como por exemplo, a imagem Landsat 8 que apresenta resolução de 15 metros.

O tamanho da largura de bandas espectrais, na qual o sensor tomará como base os seus levantamentos, é expressa pela resolução espectral. O nível de sensibilidade na detecção de intensidade de radiação é indicado pela resolução radiométrica. Por fim, o intervalo de vezes em que o satélite revisita a mesma área de interesse é apontada pela resolução temporal.

Todas as informações citadas são exibidas nos metadados das imagens orbitais, no site do portal de imagens. Durante o curso, esses portais serão explorados em busca da imagem orbital mais relevante ao projeto.

Exemplo de dado na banda IR Landsat 8

ASPECTO 2: MANIPULAÇÃO DA IMAGEM

A manipulação de imagens é a etapa de ajuste e processamento dos pixels da imagem. A ajuste está no georreferenciamento da imagem, devido aos efeitos de movimento do sensor na tomada da cena, e no espaçamento da distribuição de pixels que melhora no contraste da mesma.

As ferramentas de composição de bandas, aplicação de filtros e fusão de imagens são exemplos de processamento das imagens, por combinar características espectrais e geométricas na geração de novos produtos.

Exemplo de Composição Colorida Landsat 8

ASPECTO 3: INTERPRETAÇÃO DE IMAGENS

O cálculo aritmético e a classificação de imagens são processamentos capazes de auxiliar o interpretador de imagens a discriminar objetos geográficos de seu interesse. Assim, as etapas de vetorização e tematização da imagem orbital se mostra possível, uma vez que houve classificação.

Curso ensina como trabalhar com PDI

Atualmente, o Instituto GEOeduc oferece um curso completo que ensina como utilizar o Processamento Digital de Imagens (PDI) para diversos projetos cartográficos. Ele aboda os 3 aspectos do PDI, através do software QGIS 2.14 Essen, com alguns plug-ins embutidos na solução. Isso permite que o usuário tenha contato com as principais técnicas de classificação, fusão, composição dentre outras.

Arthur Paiva – Engenheiro cartógrafo formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atualmente consultor e instrutor do instituto GEOeduc, possui 5 anos de experiência em softwares GIS e de Processamento Digital de Imagens. Apresenta conhecimentos em assuntos como, geoestatística, geomarketing, análise ambiental, gestão de banco de dados dentre outros temas. Atuou como suporte técnico e na confecção de materiais de cursos de extensão em geotecnologias pelo Laboratório de Geoprocessamento da UERJ (LABGIS UERJ). Possui experiência na área de agrimensura, como no mapeamento de estradas e túneis a partir de levantamentos geodésicos (Diferencial, estático e RTK) e a partir de levantamentos com equipamentos topográficos, como estação total, Laser Scanner fixo e o Laser Scanner Móvel (acoplado em automóvel).

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