Conheça as 3 etapas do Ciclo de Inteligência Geográfica

Você sabe a importância em seguir as etapas do Ciclo de Inteligência Geográfica para a tomada de decisão? Acompanhe este artigo até o final e fique por dentro.

Por Luís Antônio Soares *

Enquanto ciência, o objeto de estudo da Geografia é o espaço geográfico, o qual pode ser entendido como o palco das realizações humanas onde se processa fenômenos sociais, econômicos, ambientais, culturais de forma integrada e complexa.

Sendo assim, é importante entender o que chamamos de pensar geograficamente, analisando os fenômenos e sua disposição espacial. Logo podemos falar que a Geografia se preocupa com a localização espacial, com a regionalização e com a distribuição das áreas, enfim com os aspectos humanos e físicos que compõem o espaço geográfico.

Aliado ao pensar geográfico tem-se o que chamamos de Ciclo da Inteligência Geográfica que se trata do o caminho que se inicia com os dados até chegarmos às informações, através da construção do conhecimento geográfico. Este ciclo possui três macros etapas, sendo alas Espacializar, Integrar e Modelar.

Espacializar: 1° etapa do Ciclo de Inteligência Geográfica

Na etapa de Espacializar é possível visualizar seus dados espacialmente e começar o processo de interpretação dos dados, entendemos onde os dados estão localizados no mapa, entendemos onde há variações e comportamento espacial e suas mudanças. Sendo assim podemos identificar onde estão nossos negócios, nosso público-alvo, nossos distribuidores e, também, nossos concorrentes.

Além disso, para que essa etapa se concretize com sucesso, é necessário realizar a coleta, armazenamento e visualização dos dados. A etapa de coleta dos dados pode ser feita a partir de levantamentos de campo, tabelas de endereços geocodificadas ou fontes seguras na própria internet, como IBGE. Logo após, temos a etapa de armazenamento, no qual os dados coletados devem ser armazenado de forma organizada, que permita a consulta e visualização rápida. Por fim, com os dados coletados e armazenados, partimos para a visualização dos dados, permitindo as primeiras interpretações.

Integrar: 2° etapa do Ciclo de Inteligência Geográfica

Na etapa de Integrar é possível entender as características da espacialização do fenômeno, entendemos as relações entre todas as variáveis envolvidas e a similaridade dos fenômenos. Nesta etapa podemos, por exemplo, sobrepor e correlacionar os nossos dados com outras fontes, como a malha viária, o setor censitário, a malha urbana, etc. Nesse sentido, pode-se procurar, quantificar e correlacionar os dados, onde nesta etapa o procurar significa realizar a busca espacial, o quantificar permite realizar análises estatísticas e correlacionar verifica a interação entre duas ou mais variáveis.

Modelar: 3° etapa do Ciclo de Inteligência Geográfica

Nesta última etapa é possível então entender o porquê das coisas, através do uso técnicas e procedimentos de modelagem para prever o comportamento e os resultados e, assim, compreender melhor o mundo em que vivemos. Sendo assim, a partir dessa etapa pode-se identificar padrões, sejam eles sociais, econômicos ou ambientais, a fim de entender o comportamento de certo fenômeno. Logo, a partir da projeção de cenários permite-se o entendimento do fenômeno, auxiliando no processo de tomada de decisão.

Usando o Ciclo de Inteligência no Geomarketing

Mais do que mapear e plotar pontos em mapa, é necessário pensar a dinâmica dos dados e fenômenos no espaço! Uma empresa que conta com diversas fontes de dados aliadas à um SIG pode enxergar novas perspectiva dentro do mercado em que atua. A partir da análise espacial, partindo de uma base de dados e passando pela geração da informação, pode-se conseguir resultados que auxiliam no processo de tomada de decisões.

Sendo assim, esse processo do Ciclo de Inteligência Geogràfica é essencial para que se tenha um estudo de Geomarketing mais assertivo, permitindo definir táticas de posicionamento de negócios tanto fisicamente, ou seja, onde implantar uma sede, ou estrategicamente, através do direcionamento e planejamento de campanhas de forma a obterem maior retorno. Isso na prática significa focar nos clientes certos, na localização correta com a oferta mais apropriada.

Conceitos e técnicas de Geomarketing na prática

Agora que você já pegou as principais dicas de Geomarketing, que tal se aprofundar mais sobre o assunto? O Instituto GEOeduc está lançando uma sequência de cursos que oferecem um panorama geral sobre os principais conceitos da análise espacial de dados e a aplicação em diferentes nichos de mercado, dando subsídios para a localização e o uso de informações geográficas necessárias para a tomada de decisão e geração de oportunidade de negócios. São os cursos “Geomarketing: SIG e os negócios” e “Geomarketing: Estratégia para negócios“. Os cursos também contarão com muitas aulas práticas, para que você aprenda de fato a utilizar o Geomarketing a seu favor.

 

Luís Antônio Soares e Sousa – Engenheiro Cartógrafo e Agrimensor. Mestrando no programa de Ciências Geodésicas da Universidade Federal do Paraná, graduado em Engenharia Cartográfica e de Agrimensura na Universidade Federal de Uberlândia e ex-bolsista nos programas Jovens Talentos para Ciências CAPES/CNPq, PIVIC e PIBIC/CNPq. Além disso, atuou como membro na EJEAC Consultoria, no qual desempenhou a função de Diretor Administrativo-Financeiro e Diretor Presidente. Participou do programa de mobilidade acadêmica Internacional BRAFITEC no período de 2015-2016 no Institut National des Sciences Apliquées em Strasbourg, França.

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