Drones para o meio ambiente e conservação de espécies ameaçadas

Saiba como os Drones podem ser utilizados na área ambiental e como as geotecnologias estão integradas na busca pela conservação de espécies ameaçadas. *Por Ana Alencar

Drones: Possibilidades de aplicação na área ambiental

O mercado de engenharia aplicada à geração de soluções ambientais vem crescendo anualmente no Brasil. Com o advento dos drones, esse crescimento deu um grande salto, especialmente devido à potencialidade da ferramenta no que tange à resolução espacial e temporal.

Quando se trata de Meio Ambiente, os parâmetros analisados nas áreas de interesse podem mudar bruscamente em função de fenômenos naturais ou interferência antrópica, resultando em modificações visíveis na paisagem.

Nesse contexto, a utilização dos drones para respostas rápidas e preenchimento de lacunas de análise espacial, vem chamando a atenção de gestores e pesquisadores ao redor do mundo.

Outra vertente que tem se beneficiado desta tecnologia disruptiva é o monitoramento de espécies ameaçadas de extinção, incluindo os mamíferos marinhos.

Drones para conservação de espécies

Geotecnologias na conservação de espécies ameaçadas

Geotecnologias integradas, para monitoramento via satélite e geração de mapas temáticos de uso na área, vêm sendo utilizadas para melhor entender a ecologia de mamíferos e répteis terrestres e marinhos.

O conhecimento espacial gerado com essas técnicas foi responsável por inúmeras estratégias conservacionistas, incluindo as descritas em planos de ação para espécies ameaçadas.

No entanto, as informações sobre a capacidade de suporte alimentar nas áreas de uso ainda não foram elucidadas, e são difíceis de dimensionar, considerando as grandes dimensões e distribuições espaciais irregulares destes recursos.

Devido à facilidade de visualização de feições marinhas em planos mais elevados, uma RPA, modelo Phantom 4 Pro, foi utilizada como nova ferramenta de aquisição de dados, tanto para dar suporte à localização dos indivíduos na natureza, quanto para complementar o processo de levantamento de recursos naturais na área.

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Drone multirotor para mapear recursos naturais marinhos

A conservação de uma espécie não depende apenas do estudo da sua biologia e patologias, como um indivíduo isolado do ambiente. É preciso ter uma visão ecossistêmica, considerando as integrações ecológicas e a influência externa do meio.

drones

Nesse aspecto, o monitoramento dos recursos alimentares utilizados por espécies ameaçadas é uma das estratégias fundamentais para a conservação da biodiversidade.

A principal vantagem do mapeamento desses recursos é a possibilidade de realizar um acompanhamento sistemático e periódico, em termos de área de distribuição e estimativa de biomassa.

Limitações X Potencialidades

O estudo do meio ambiente marinho sempre foi alvo de profunda admiração. Por ser um ecossistema naturalmente inacessível ou inexplorado, suscitou durante décadas a curiosidade de pesquisadores.

A utilização dos drones em tais ambientes trouxe uma série de vantagens, mas também limitações a serem vencidas. Como exemplo, temos: o reflexo da radiação solar na superfície d’água, áreas de decolagem e pouso em ambientes arenosos e salinos, dificuldade de reconhecimento dos pixels homólogos em imagens provenientes de áreas homogêneas (dificultando a mosaicagem pelo software de processamento), e as principais na região Nordeste – amplitude das marés e mudanças meteoceanográficas repentinas.

Palestra gratuita no assunto

No dia 04/09 terá uma palestra gratuita sobre: Uso de drones para o meio ambiente e conservação de espécies ameaçadas. Nele, será mostrado como técnicas simples, baseadas na integração das geotecnologias, vem contribuindo para a conservação de espécies marinhas ameaçadas de extinção, e gerando subsídios para tomadas de decisão.

Acompanhe os resultados alcançados com o projeto piloto e as contribuições para o gerenciamento costeiro. Além disso, conheça os cases de sucesso, onde uma área de mais de 4.000 hectares foi mapeada, utilizando o Phantom 4 Pro, durante quatro expedições de campo com duração de cinco dias cada.

 

dronesAna Alencar – Bacharel em Ciências Biológicas (UFRPE), Mestre em Geociências (UFPE), autora do livro “Caracterização batimétrica, sedimentológica e geoquímica do estuário do rio Mamanguape – PB”. Carreira desenvolvida na área de Geoprocessamento, Gestão de Projetos Ambientais e resposta a emergências com vazamento de óleo. CEO & Founder na GISdrone, com planejamento e execução de projetos utilizando RPA’s e SIG’s, para geração de soluções em meio ambiente e proteção de espécies ameaçadas.

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