Estudo do IBGE revela indicadores sociais das mulheres e evidencia desigualdade de gênero

IBGE divulga estudo que revela as condições da mulher e as desigualdades persistentes entre homens e mulheres no Brasil atual.

Por Nara C. Costa*

O IBGE divulgou hoje o estudo “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, que faz, entre outras análises, diagnóstico comparativo entre homens e mulheres com relação a indicadores, tais como diferença de rendimentos, tempo dedicado aos cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos, população de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo, representação política e presença em cargos gerenciais. Também são analisados aspectos de saúde da mulher e de direitos humanos.

Segundo o próprio informativo do IBGE, o estudo tem como objetivos principais promover o debate e a conscientização sobre o tema e colocar a igualdade de gênero como um dos eixos estruturantes da formulação de políticas públicas no país.

Entre algumas das informações mais impactantes do estudo, vê-se que, “em 2016, as mulheres dedicaram aos cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos cerca de 73% a mais de horas do que os homens (18,1 horas contra 10,5 horas).”

Ao desagregar por região, o estudo demonstra que “a maior desigualdade na distribuição de horas dedicadas a estas atividades está na Região Nordeste, onde as mulheres dedicam cerca de 80% a mais de horas do que os homens, alcançando 19 horas semanais.”

Quando a análise é feita por cor ou raça, é possível observar que mulheres pretas ou pardas são as que mais se dedicam aos cuidados de pessoas e/ou aos afazeres domésticos, com o registro de 18,6 horas semanais em 2016. O indicador pouco varia para os homens quando se considera cor, raça ou região de residência.

Estatísticas de educação e saúde da mulher, bem como o que se refere a vida pública e tomada de decisão ou direitos humanos das mulheres e meninas, completam o estudo, mostrando que o caminho a ser percorrido em direção à igualdade de gênero é longo e ainda mais tortuoso se a mulher for preta ou parda e residir fora dos centros urbanos das Regiões Sul e Sudeste.

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Nara Cherubino Costa – Graduação com bacharelado em Direito e bacharelado e licenciatura em Letras, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, com especializações em Língua Portuguesa e Língua Inglesa. É analista de conteúdo do Instituto GEOeduc e também empresária no ramo de comércio e serviços, proprietária e gestora de um espaço de coworking, o Coffice Coworking e Café, onde promove a prática do Co-learning, através de parcerias com empreendedores do ramo da educação, de palestras e debates abertos ao público, predominantemente para as áreas de educação e empreendedorismo.

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