Mobilidade urbana

Ferramentas Cartográficas para o Plano de Mobilidade Urbana

A mobilidade urbana é um grande desafio das cidades em crescimento. Conheça as ferramentas cartográficas que auxiliam no planejamento urbano e no plano de mobilidade urbana. Por Arthur Paiva *

O crescimento urbano é um processo inevitável. De acordo com fontes oficiais 84,3% da população vivem em espaços urbanos. Como consequência, tais espaços começam a apresentar problemas de trânsito, pontos de retenção e fluxo intenso de pessoas e veículos, causando transtorno, acidentes e atrasos.

Nesse contexto, a infraestrutura urbana e a dinâmica populacional têm contribuído vertiginosamente para a melhora dos processos de gestão de transportes. E as ferramentas de cartografia figuram-se como soluções adequadas ao planejamento da mobilidade urbana.

Mobilidade urbana ferramentas

Ferramentas cartográficas para mobilidade urbana

O Sistema de Informação Geográfica (GIS) é o instrumento de operação dos processos de mapeamento quantitativo e qualitativo em meio urbano e rural. No contexto da mobilidade urbana, o projeto geográfico deve valer-se de algumas ferramentas cartográficas (sinalizadas em negrito) ao realizar 3 etapas principais:

1. Levantamento e Cadastro de Informações (para construção de um banco de dados):

Banco de dados para mobilidade urbana

O planejamento do levantamento de dados é o primeiro passo na geração dos dados. Selecionar os instrumentos, definir os locais de coleta, elaborar o questionário qualitativo e aplicar processos de validação são ações a serem implementadas no contexto da mobilidade. Posteriormente, a construção de um banco de dados geográficos permitirá a armazenagem, integração e acesso de todos os resultados do levantamento.

2. Modelagem de Contexto Espacial:

O segundo ponto do projeto vai gerar valor decisório a variadas equipes do serviço público. Do ponto de vista socioeconômico, variados mapas temáticos podem ser gerados, a partir do levantamento de dados como de renda, faixa etária, emprego, etc. Na perspectiva estrutural, o projeto apresenta:

  • Soluções de roteirização entre Polos Geradores de Viagem (PGV) e núcleos urbanos na otimização de distância e tempo de viagem;
  • Construção de Matriz de Origem e Destino que mostra o retrato dos fluxos populacionais urbanos;
  • A adaptação da infraestrutura viária com o meio ambiente, a fim de implementar um plano de mobilidade urbana sustentável;
  • Planejamento temporal de trânsito, para orientar esforços no manejo dos horários de pico.

Introdução ao SIG

 3. Comunicação com os Envolvidos: 

Há 3 demandas a serem atendidas com a comunicação da solução cartográfica do plano de mobilidade urbana:

  • Demanda Operacional: Para os processos internos, a comunicação das informações espaciais deve ser efetivada de forma imediata. Dessa maneira, soluções de Banco de Dados Geográficos e Desenvolvimento Web permitem aceleração nos acessos internos, além da segurança dos dados;
  • Demanda Institucional: A demanda institucional favorece uma visão de produtividade e eficiência. Diante disso, a geração de gráficos, planilhas e mapas é gerada com o cruzamento dos planos de informação de interesse, tornando a conhecimento mais estratégico;
  • Demanda Pública: Toda a sociedade deve participar do plano de mobilidade urbana. A audiência pública é um dispositivo que aproxima o poder público do poder social. Deste modo, a construção de GISWeb ou Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) participativa mantém o público informado das condições e práticas que estão sendo realizadas no âmbito da mobilidade urbana;

A Medida Provisória 818/18 prorroga por mais quatro anos o prazo para os municípios elaborarem o Plano de Mobilidade Urbana. Abre-se uma excelente oportunidade de se utilizar softwares livres, como QGIS, PostGIS, Spring, como ferramentas de planejamento cartográfico neste cenário, com custo reduzido.

Você pode se interessar também: Processamento Geográfico: Ferramentas Avançadas do QGIS 3.0 e otimização.

Capacitação em Mobilidade Urbana com SIG

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Arthur Paiva – Engenheiro cartógrafo formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atualmente consultor e instrutor do instituto GEOeduc, possui 5 anos de experiência em softwares GIS e de Processamento Digital de Imagens. Apresenta conhecimentos em assuntos como, geoestatística, geomarketing, análise ambiental, gestão de banco de dados dentre outros temas. Atuou como suporte técnico e na confecção de materiais de cursos de extensão em geotecnologias pelo Laboratório de Geoprocessamento da UERJ (LABGIS UERJ). Possui experiência na área de agrimensura, como no mapeamento de estradas e túneis a partir de levantamentos geodésicos (Diferencial, estático e RTK) e a partir de levantamentos com equipamentos topográficos, como estação total, Laser Scanner fixo e o Laser Scanner Móvel (acoplado em automóvel).

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