Geógrafo é homenageado por criar mapas para cegos em Pernambuco

Professor Marcelo Miranda, do IFPE, foi homenageado nesta segunda-feira (15), Dia do Professor.

Um professor do Instituto Federal de Educação (IFPE) desenvolveu mapas com textura física para ajudar no aprendizado de deficientes visuais. O projeto foi criado por Marcelo Miranda, que ensina geografia. Cada parte é coberta com um material diferente, para que as pessoas que não enxergam conheçam e entendam o lugar onde vivem. (Veja vídeo acima)

Nesta segunda-feira (15), Dia do Professor, ele foi homenageado no auditório da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

As texturas diferenciadas fazem com que as pessoas com deficiência visual identifiquem, pelo toque, cada ponto do desenho. Botões, lã e papelão ondulado são alguns dos materiais utilizados para a confecção dos mapas. Além disso, cada mapa tem legenda em braile, a escrita que permite a leitura com a ponta dos dedos.

Para Marcelo, o desafio de educar coloca os professores em um constante processo de observação e criação de projetos. Para ele, o mais importante é a simplicidade com a qual o projeto é produzido e utilizado.

Mapa com textura física ajuda estudantes com deficiência visual a entender geografia em Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

“A produção, a confecção, o baixo custo, inclusive, revelam uma curiosidade sobre o povo. As pessoas, às vezes na pressa, na opção de aproveitar as coisas que já estão prontas, acabam por não produzirem, não adaptarem, não criarem coisas como essa. Simples, mas de efeito muito intenso na pessoa que está estudando, tem a deficiência visual e que precisa dessas informações”, afirma.

No evento em que Marcelo foi homenageado, os estudantes com deficiência visual que estavam na solenidade foram convidados a conhecer e testar os mapas. A pedagoga Vitória Damasceno foi uma delas.

“A teoria é muito diferente do concreto. A gente pegando, sentindo, a gente lendo, é muito mais fácil de poder entender qualquer que seja a explicação que recebemos de algum professor”, explicou Vitória.

As texturas podem ser usadas para identificar lugares e vegetações, por exemplo. As cores são bastante diferentes uma das outras, para que as pessoas com baixa visão também consigam entender os mapas, que podem ser feitos em tamanhos menores.

O evento foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda segundo Vitória Damasceno, é preciso implementar políticas efetivas de inclusão na educação.

“A inclusão não é só você incluir fulano, é você socializar, fazer com que ele participe direta e indiretamente qualquer situação. Porque, afinal, a educação é um direito de todos”, complementou.

Fonte: G1

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