geoprocessamento e meio ambiente

Meio ambiente: geoprocessamento para análise de impactos ambientais

Com o desenvolvimento econômico e o crescimento populacional, torna-se cada vez mais importante saber como usar o geoprocessamento para análise de impactos ambientais, de forma a garantir maior proteção ao meio ambiente. E isso não é um entrave à atividade econômica e ao desenvolvimento, como alguns erroneamente sustentam.

A gestão do meio ambiente e o desenvolvimento

Todo trabalho ou atividade do mundo moderno sempre acaba, em algum momento, esbarrando na necessidade de se entender sobre gestão ambiental.

Toda atividade econômica gera impactos ambientais que podem ser maiores ou menores em virtude da magnitude da atividade ou da adoção de práticas retrógradas, poluentes e nocivas.

Obras de infraestrutura, atividades industriais de mineração ou bens de consumo, agricultura, pecuária, caça e pesca, o setor dos transportes, o setor de energia e abastecimento, entre outras atividades, são responsáveis por enormes impactos ambientais e devem, portanto, respeitar a legislação, a realização de procedimentos como o licenciamento ambiental e a adoção de medidas compensatórias, como forma de mitigar os danos ao meio ambiente.

Gestão ambiental deve ser vista como algo favorável ao desenvolvimento

Até então, você deve estar se perguntando:  Por que a proteção ao meio ambiente não deve ser vista como um entrave à atividade econômica? Afinal, tudo isso vai onerar a atividade, pesar na constituição do preço final de um produto, gerar mais tributação e multas, não é mesmo?

Eis a razão.

A atividade econômica de uma empresa, que, ao final da cadeia produtiva, acumula seus lucros, não pode consumir todos os recursos do meio ambiente e, ainda por cima, não assumir nenhum ônus ou responsabilidade. Isso seria um grande prejuízo para toda a sociedade e causaria danos irreversíveis, contrários a tudo que se entende por desenvolvimento, sobretudo quando analisamos as variáveis qualitativas, usadas para medir parâmetros do desenvolvimento, que monitoram melhorias nos aspectos relacionados com a qualidade de vida,  educação,  saúde, infraestrutura e mudanças da estrutura socioeconômica de uma região.

Vamos a um exemplo bem simples e claro: Uma mineradora.

As mineradoras são indústrias necessárias ao país. Da sua atividade, derivam muitas outras, e ela geram muitos empregos e atraem muitos investimentos.

No entanto, sua atividade não consome apenas a jazida minerada. Ela consome, por exemplo, muita água.

A água é usada para muita coisa na mineração, desde o processo de lavra até o transporte através de mineroduto. Esse uso da água pela atividade mineradora contribui para a contaminação por substâncias como óleo, graxa, metais pesados e minerais tóxicos.

A mineração consome também parte considerável da cobertura vegetal, causando processos erosivos e assoreamento de rios. Além disso, ela reduz significativamente a biodiversidade e é responsável por altos índices de mortandade de peixes. Ela também é responsável pela poluição do ar e do solo, redução de lençóis freáticos e extinção de nascentes, entre outros impactos.

Por meio desse exemplo, conseguimos, sem muito esforço, perceber como seria injusto e errado o entendimento de que a gestão ambiental e seus instrumentos seriam entraves à atividade econômica. Na verdade, eles são fundamentais para garantir o desenvolvimento ideal de uma economia, hoje descrito como “desenvolvimento sustentável”.

Para saber mais sobre desenvolvimento sustentável, leia O que é Desenvolvimento sustentável?

Como o geoprocessamento pode apoiar a gestão do meio ambiente?

Todos os impactos ambientais gerados pela atividade econômica podem e devem ser medidos.

É importantíssimo monitorar, por exemplo, a geração de resíduos, o volume de gases emitidos, o volume de água consumida, a área da cobertura vegetal degradada, o número de nascentes que foram extintas, entre inúmeros dados oriundos de impactos ambientais.

Há muitos institutos, fundações e outras organizações que assumiram o papel de fazer o monitoramento de impactos ambientais decorrentes de atividade econômica e da ação antrópica.

Esse imenso volume de dados compõem bancos de dados que podem ser formatados, organizados em tabelas – linhas e colunas – para serem mais facilmente processados. Neles podem estar contidos dados de fenômenos, quantidades, valores, dados espaciais (como os de levantamentos planialtimétricos), dados temporais etc.

O conjunto de tecnologias e técnicas responsáveis pelo processamento desses dados e pelo tratamento de informações espaciais obtidas dos mesmos, para um objetivo específico, como, por exemplo, o de realizar a gestão do meio ambiente, é chamado Geoprocessamento.

Ele pode ser utilizado em pesquisas científicas de todas as áreas e para estudos ambientais, e permite, em geral, resultados essenciais para o entendimento de fenômenos e para o planejamento de ações estratégicas em gestão pública e privada.

Com o apoio do Geoprocessamento é possível produzir informações espaciais confiáveis de forma eficiente para realizar uma boa gestão ambiental.

É por isso que o trabalho de geoprocessamento deve ser aperfeiçoado, discutido, aprendido por todos que atuam em setores da atividade econômica que, por vezes, se esbarram na gestão ambiental.

Capacitação em Gestão Ambiental

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Por isso, recomendamos os cursos de “SIG para Licenciamento Ambiental“, “Avaliação de Impactos Ambientais com SIG” e “Sensoriamento Remoto aplicado ao Meio Ambiente“. Ou inscreva-se em nosso Workshop de Geoprocessamento aplicado à Gestão Territorial e Ambiental, no link a seguir:

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