Pesquisa: precisamos de uma Agência Nacional de Geoinformação?

Você é a favor da instituição de órgão oficial de geoinformação, como uma agência reguladora, para regular e fiscalizar a cartografia e a geografia oficial do Brasil? Dê sua opinião. Prazo expira hoje.

Por Nara Costa *

A MundoGEO, empresa de comunicação e eventos do setor de Geotecnologias e Drones, lançou uma pesquisa para saber a opinião dos profissionais da área sobre a criação ou não de uma Agência Nacional de Geoinformação. O prazo para responder e participar da pesquisa termina hoje, 10 de abril.

Para votar, clique AQUI.

Argumentos pró e contra

Os argumentos em favor da criação desta agência reguladora do setor da geoinformação são, entre outros:

• que a Constituição Federal de 1988 afirma que o Brasil deve ter um serviço oficial de cartografia e de geografia;

• que tem havido muitos avanços tecnológicos da Internet das Coisas, Big Data, cidades inteligentes e geolocalização, e isso precisa ser regulado;

• que a geoinformação é muito importante para a tomada de decisões inteligentes no setor público e que, por  isso, precisa de maiores garantias sobre a segurança, qualidade e fidelidade das informações;

• que se tornou extremamente necessário criar um mapa público aberto, democrático, oficial e interoperável com informações atualizadas e acessíveis do território nacional, para União, Estados, Municípios e Distrito Federal.

Os argumentos contrários ressaltam:

• que o Brasil já tem um órgão que presta serviços oficiais de cartografia e de geografia, chamado IBGE, e que isso poderia lhe tirar a autonomia e importância, e que essa função cabe a ele;

• que, exatamente por estarem acontecendo muitos avanços tecnológicos de Internet das Coisas, Big Data, drones, cidades inteligentes e geolocalização, entre outras áreas, a criação de uma agência reguladora poderia travar essa evolução, por criar mais normas e, consequentemente, entraves para o avanço da tecnologia;

• que a livre iniciativa não deve sofrer cerceamento ou controle estatal no processo de criação e desenvolvimento de  tecnologias de geoinformação, afinal, o direito à informação também é um direito garantido pela Constituição Federal e a criação de uma agência reguladora poderia burocratizar e dificultar esse acesso, favorecendo monopólios.

E você? Tem algum outro argumento sobre o tema que valha ser trazido à discussão? Não deixe de participar do debate. Ele é essencial para a construção do melhor entendimento sobre o assunto.

Para votar, clique AQUI.

Se quiser saber mais sobre o setor de Geotecnologias e Geociências, temos um artigo muito interessante relacionado à área de atuação profissional daqueles que trabalham com o dado espacial e a informação geográfica. Leia AQUI.

Nara Cherubino Costa – Graduação com bacharelado em Direito e bacharelado e licenciatura em Letras, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, com especializações em Língua Portuguesa e Língua Inglesa. É analista de conteúdo do Instituto GEOeduc e também empresária no ramo de comércio e serviços, proprietária e gestora de um espaço de coworking, o Coffice Coworking e Café, onde promove a prática do Co-learning, através de parcerias com empreendedores do ramo da educação, de palestras e debates abertos ao público, predominantemente para as áreas de educação e empreendedorismo.


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