Recrutamento: distância entre candidato e empresa é fator limitante?

Neste primeiro artigo da série sobre recrutamento, vamos analisar a relação entre a localização dos candidatos e da empresa com os fatores de eliminação durante um processo de seleção.

Por Eduardo Freitas Oliveira*

A cena é mais comum do que se imagina: o recrutador recebe dezenas – ou centenas – de currículos e precisa fazer um filtro para diminuir o número de candidatos. E, dentre alguns critérios, a distância geralmente entra como fator de eliminação. Ainda, se não é na primeira fase, pode ser um fator de desempate nas fases finais de recrutamento.

Mas por que isso acontece, mesmo que os candidatos deixem claro que têm disponibilidade para se deslocar ou até mesmo mudar de cidade?

Recentemente, foi realizada uma enquete informal nas redes sociais com a seguinte pergunta: quando você encontra uma oportunidade de trabalho imperdível, mudar de cidade é um fator limitante?

Os resultados foram surpreendentes. Para 84,7% dos candidatos, a distância não é um fator impeditivo, enquanto para apenas 3,5% é um problema e para os 11,8% restantes depende de outros fatores, como ser casado, ter filhos, ter um empreendimento paralelo…

Por outro lado, quando perguntamos aos recrutadores se poderia ser um fator de eliminação no processo de recrutamento um candidato morar fora da cidade, os resultados já apontaram para a direção contrária, com 69,2% afirmando que sim, enquanto 11,5% disseram que não e os 19,8% que depende de outros fatores. Isto demonstra que existe um abismo entre o que pensam os recrutadores e os objetivos dos candidatos.

Dentre os comentários deixados na enquete, destacam-se vários que relatavam a eliminação por serem de regiões afastadas ou de outra cidade, mesmo deixando claro que tinham disponibilidade para deslocar-se.

Alguns comentaram que até mesmo o fato de se deslocarem para uma entrevista que fosse a uma distância maior (em torno de 50 quilômetros, por exemplo) já seria um sinal – para o candidato e para o recrutador – de que provavelmente não haveria contratação.

Até mesmo dentro de uma mesma cidade, existe um certo “preconceito” com candidatos de bairros mais afastados. Isso poderia até ser justificado por exigir maior tempo de deslocamento, mas o recrutador não deveria eliminar alguém que estaria disposto a levar este tempo maior ou até mesmo mudar de residência para se adaptar a um novo emprego.

Ainda dentro de uma mesma cidade, houve relatos de empresas que consideram “aceitável” que alguns colaboradores eventualmente se atrasem por morarem em comunidades onde há conflitos.

Por outro lado, existem anúncios de vagas que delimitam geograficamente, de forma explícita, o processo de recrutamento, como, por exemplo, uma vaga anunciada recentemente para piloto de drones que especificava que o profissional a ser contratado deveria ter comprovante de residência na cidade de Mariana (MG).

A terceira pergunta da enquete dispensa gráfico, pois 100% concordaram que os recrutadores geralmente não assumem que eliminam candidatos por morarem longe. Por sua vez, entende-se também a grande responsabilidade de um recrutador quando contrata alguém de fora, que muda totalmente sua vida – e eventualmente de sua família – para se adaptar à nova vaga e local.

Preconceito Geográfico

Dessas análises, fica a reflexão: hoje, qualquer preconceito é considerado inaceitável em um processo de recrutamento, menos o geográfico.

Atualmente, é vedado, sob risco de processo judicial, eliminar alguém por gênero, orientação sexual, preferência religiosa ou política. A distância, no entanto, ainda é usada como um fator limitante em muitas contratações, seja isso explícito ou não na descrição da vaga.

A maioria dos sites de vagas não têm um filtro mais avançado que vá além da cidade e não levam em conta outras questões, como, por exemplo, a facilidade de deslocamento entre dois municípios próximos ou a disponibilidade do candidato para mudança de residência. Recentemente, o Facebook também anunciou que estão disponíveis buscas por vagas na rede, mas o único filtro geográfico é por cidade.

Enquanto não existe uma plataforma de vagas mais justa, geograficamente falando, espera-se que os recrutadores melhorem sua sensibilidade em relação aos anseios dos candidatos, que, na maioria das vezes, estão dispostos a vencer a distância para se adaptarem a novos desafios.

Requisitos e habilidades dos profissionais de Geo

O GEOeduc fez uma pesquisa sobre quais são os requisitos e habilidades mais valorizados pelos recrutadores no setor de Geotecnologia.

Veja, no link da pesquisa abaixo, quais itens são obrigatórios e quais evitar em seu currículo, confira quais são as habilidades indispensáveis para qualquer profissional de Geo e saiba quais são os diferenciais que vão fazer você se destacar entre os demais em um processo de recrutamento:

http://conteudo.geoeduc.com/relatorio-pesquisa-requisitos-diferenciais-geo.

Empreendendo na área de Geotecnologias

Você sempre quis empreender na área de Geotecnologias, mas as incertezas do mercado te desanimam? Você tem dúvidas sobre como começar o seu negócio nessa área? Você, que tem vontade de avançar dentro da empresa em que trabalha, sabia que é possível ser um colaborador empreendedor? Esta é a sua chance de conhecer todo o seu potencial!

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Eduardo Freitas, Idealizador do geoXchange, Co-Fundador do MDI, Consultor-Especialista no GEOeduc, Diretor de Operações do MundoGEO, Projetista na Engest Engenharia. Engenheiro Cartógrafo (UFPR), Técnico em Edificações (UTFPR), Especialização em Gestão Estratégica em EAD (Senac-SP), com mais de 20 anos de experiência em Obras Civis e Geotecnologia, atuando em empresas como Engebanc, Vertrag, Absoluta, Empresa Júnior de Cartografia da UFPR, entre outras. Coordenador do Instituto GEOeduc de 2014 a 2017. Diretor Financeiro da Associação Brasileira de Engenheiros Cartógrafos – Regional Paraná (ABEC-PR) 2013/2015, Membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Tradutor de 2007 a 2013 do Informativo para América Latina e Caribe da Associação para a Infraestrutura Global de Dados Espaciais (GSDI), Tradutor desde 2012 do Informativo do Fórum Ibero-Americano do Consórcio Geoespacial Aberto (OGC), Tradutor desde 2014 do Informativo GeoSUR, Membro da Equipe de Tradução do software livre QGIS – 2015/2016, Membro da Comissão Avaliadora das Jornadas Internacionais do software livre gvSIG – 2013-2014. Atuou como Gerente de Social Media, Editor das Revistas/Portais MundoGEO & DroneShow e Coordenador da Programação dos Eventos Presenciais (Seminários, Hackatons, MundoGEO#Connect & DroneShow) e Online (Webinars, Workshops) da MundoGEO. Liderou a participação da MundoGEO em Projetos de Cooperação Internacional envolvendo instituições latino-americanas e europeias. Autor do blog GeoDrops. Artigos publicados nas revistas Scientific American Brasil, GIS Development, entre outras. Participação no documentário Todo Mapa tem um Discurso. Criador do primeiro grupo de Mastermind de Geotecnologia (Geomind). Criador da página I See Maps All The Time. Palestrante em Conferências Nacionais e Internacionais sobre Tendências em Geotecnologia & Drones, (Geo)Marketing Digital, GeoEmpreendedorismo, Qualificação/Atualização Profissional e temas afins.

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