A relevância do QGIS 3.0 no mercado de Geotecnologias

Além das vantagens de se tratar de um software livre, o QGIS 3.0 vem com novidades que o colocam mais próximo das demandas do mercado de Geotecnologias.

Por Arthur Paiva *

O QGIS, por ser uma ferramenta de código aberto, surge como uma alternativa de peso às soluções proprietárias. Sua interface, flexibilidade e desempenho são notáveis, no que tange um projeto geográfico no ambiente QGIS. Seu desenvolvimento descentralizado, a partir de usuários e voluntários programadores, permite a troca e disseminação de soluções, ajustes e ideias direcionados a diversos fins.

Com todos os atributos citados acima, a relevância do QGIS é indiscutível já faz um tempo. Além de seu destaque consolidado na comunidade das geociências, a nova família do QGIS 3.0 apresenta uma interface mais agradável e simples, além de alguns recursos de gestão.

Recursos da nova versão

As funcionalidades da nova versão aproximam ainda mais o QGIS 3.0 das demandas do mercado de Geotecnologias, figurando-se como uma alternativa viável às soluções proprietárias. Os recursos que corroboram a relevância da solução QGIS no mercado são:

1. Atalho para Ferramentas de Processamento: O novo sistema QGIS 3.0 adotou a configuração de acesso às ferramentas a partir de atalhos ou shortcuts. Isso diminuiu, consideravelmente, o tempo de execução de ferramentas ou de pesquisa de algoritmos.

2. Gerenciador de Fonte de Dados: Um painel centralizado de execução de dados surge como uma novidade na nova versão. Para abrir dados vetoriais, matriciais, tabulares ou se conectar a um serviço externo, o usuário é capaz de fazer isso sem sair do gerenciador.

3. Customização do Sistema: A customização de sistema de referência, desenvolvimento de plug-ins e nomenclatura de recursos permitiu o usuário estar isolado em um próprio perfil de acesso. Isso garante uma melhor organização no que tange aos autores de projetos.

4. Conexões Remotas: As conexões remotas não são uma novidade na nova versão, entretanto a forma de acesso aos servidores remotos se mostrou intuitiva e fácil. Além dos servidores remotos, a conexão a bases imagéticas e servidores ancorados em Desktop facilitaram os processos de conexão da plataforma, garantindo integração com sistemas diversos.

5. Painel de Layouts: O painel de layouts acelerou o tempo de confecção de originais cartográficos ou documentação espacial. Uma vez que o usuário desenvolve um modelo a ser replicado, todos os demais layouts podem ser realizados em curto espaço de tempo.

Eficiência e integração

Os novos recursos otimizaram os processos de análise espacial e implementaram ferramentas de gestão de documentos, dados e ferramentas. Além de permitir ganhos de eficiência e integração com outras bases de dados.

Em resumo, todas essas novas funcionalidades são vistas como qualidades exigidas em qualquer contexto de mercado, sobretudo no setor das Geotecnologias.

Novo Curso

O Instituto GEOeduc, em sua plataforma de cursos, acaba de lançar o curso de Sistemas de Informação Geográfica com QGIS 3.0, que aborda os novos recursos da plataforma, além de aplicá-los em exemplos práticos. Os conceitos de cartografia e banco de dados também são tratados no decorrer do curso para orientar o usuário no correto manejo da solução.

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Se você é um profissional de carreira e já está estabelecido no mercado, é sempre bom renovar os conhecimentos e se reciclar a respeito das atualizações das ferramentas. Para você que está entrando na área de SIG agora, nós te instrumentalizaremos para dar os primeiros passos.

Caso queira saber mais sobre a relevância do QGIS, recomendamos a leitura desse interessante artigo sobre Por que utilizar a Análise Geográfica para tomada de decisão.

Arthur Paiva – Engenheiro cartógrafo formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atualmente consultor e instrutor do instituto GEOeduc, possui 5 anos de experiência em softwares GIS e de Processamento Digital de Imagens. Apresenta conhecimentos em assuntos como, geoestatística, geomarketing, análise ambiental, gestão de banco de dados dentre outros temas. Atuou como suporte técnico e na confecção de materiais de cursos de extensão em geotecnologias pelo Laboratório de Geoprocessamento da UERJ (LABGIS UERJ). Possui experiência na área de agrimensura, como no mapeamento de estradas e túneis a partir de levantamentos geodésicos (Diferencial, estático e RTK) e a partir de levantamentos com equipamentos topográficos, como estação total, Laser Scanner fixo e o Laser Scanner Móvel (acoplado em automóvel).

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