Tendências das Geotecnologias e Drones x Atualização Profissional

Qual a relação entre as tendências das Geotecnologias/Drones e a importância da atualização profissional constante? O que já é realidade no setor e o que vai bombar nos próximos anos? Quais as melhores opções para manter-se atualizado na profissão? Veja neste post algumas reflexões sobre essas perguntas e também em relação ao futuro do mercado.

Por Eduardo Freitas Oliveira*

Em 2014, apresentei duas palestras em eventos de Geotecnologia, sendo uma para profissionais do setor em Belo Horizonte (MG) e outra voltada a estudantes em Brasília (DF), com temas bem diferentes, mas com uma importante ligação entre eles: as tendências no setor.

Três anos depois, no fim de 2017 voltei ao mesmo assunto para uma audiência de 14 a 18 anos em Pato Branco (PR), na Semana da Agrimensura da UTFPR, e algumas semanas depois para uma plateia de advogados de uma grande empresa do setor de varejo, ambas também ligadas pelas tendências do setor de Geotecnologia e Drones.

Tendências?!?

No Seminário de Geotecnologias da Vale, que teve como objetivo apresentar aos colaboradores da empresa as utilizações e atualidades em Geotecnologias, o tema da minha palestra foi proposto pela organização do evento como “Tendências das Geotecnologias no Brasil e no Mundo”, o que foi muito propício para abertura de um encontro desse tipo, pois serviu como um “aquecimento” para todo um dia de apresentações mais densas.

Na ocasião, pude apresentar um rápido panorama do que era tendência há alguns anos mas  que já tinha se tornado realidade em 2014 e se encontrava no estado-da-arte – tal como os drones e o big data -, e propus uma reflexão sobre o que se tornaria popular nos próximos anos – como por exemplo a impressão 3D. Todas as previsões se tornaram realidade…

De acordo com o assunto proposto e o perfil do público, escolhi como fio condutor da palestra a abordagem da insegurança causada pelo que está na fronteira do conhecimento científico. Usando storytelling, falei um pouco sobre tópicos importantes da história das Geotecnologias – como o primeiro “GIS” de John Snow e o surgimento do Google Earth -, culminando no que está hoje no estado-da-arte.

A título de curiosidade, a seguir mostro o rascunho do roteiro que imaginei para a palestra:

http://www.geoeduc.net/wp-content/uploads/Palestra-Vale-2014-Roteiro.jpg

Com o objetivo de aumentar a interatividade e fazer com que o assunto se estendesse além do dia do evento, disponibilizei minha apresentação feita no II Seminário de Geotecnologias Vale tanto para acesso como para comentários através deste link: http://bit.ly/1uT9YEb.

Atualização constante

Poucos dias depois da palestra na Vale estive na capital federal para fazer uma palestra no IV Simpósio de Atualização em Geotecnologias realizado pelo Instituto de Geociências da Universidade de Brasília, com o tema “Necessidade da formação continuada – O que preparar e como preparar?”.

Com o público formado basicamente por alunos dos cursos de graduação em Geologia, Geofísica, Geografia, Engenharia Florestal e Agronomia, além de estudantes de pós-graduação, professores e técnicos de órgãos ligados ao governo local e federal, naquela vez usei dados de pesquisas realizadas pelo Instituto GEOeduc e fiz um panorama geral das tendências em qualificação e atualização profissional, inserindo o conceito de “lifelong learning”, ou seja, estudo ao longo de toda a vida.

Na ocasião, abordei alguns dos problemas e soluções referentes à formação dos profissionais de Geotecnologia no sistema atual de ensino, analisei um estudo realizado pela Associação Brasileira de Engenheiros Cartógrafos – Regional Paraná (ABEC-PR) – de 1989, mas que continuava atual – que mostrava a falta de divulgação das Geotecnologias e a baixa valorização dos profissionais, detalhei o processo de criação da MundoGEO a partir dos resultados daquele estudo, mostrei o processo de evolução da MundoGEO – que resultou no Instituto GEOeduc – e finalizei com uma mensagem otimista sobre as inúmeras possibilidades de complementação de estudos disponíveis hoje.

Para não ficar somente no que existe no mercado, abordei também algumas tendências na qualificação profissional, tais como os cursos “blended” (mistos) e o uso de gamificação na aprendizagem. Também comentei os resultados parciais de uma pesquisa do GEOeduc sobre “soft skills”, que são as habilidades além do conhecimento técnico, tais como empreendedorismo, facilidade de trabalho em equipe, liderança, entre outras.

Para finalizar, participei de uma interessante mesa redonda juntamente com Litz Mary Lima Bayne – representando a SEHDAB/DF, que abordou o perfil dos profissionais para o serviço público –  e Cláudio Queiroz – que falou em nome da empresa Topocart sobre as necessidades da iniciativa privada em relação aos formandos. Todos concordamos que a iniciativa do estudante na busca por qualificação e atualização profissional é um dos quesitos mais importantes tanto para a contratação como para a manutenção dos colaboradores dentro das empresas.

A palestra feita no IV Simpósio de Atualização em Geotecnologias da Universidade de Brasília também está disponível para acessar e comentar neste link: http://bit.ly/12r8WDt.

Tendências x Atualização

Mas, afinal, qual é a relação entre tendências e qualificação?

Nas duas palestras que apresentei, apesar de terem temas distintos, o fio condutor foi o mesmo: a rapidez com que o mercado se movimenta e a necessidade constante de qualificação para o profissional manter-se atualizado em relação às novidades.

Nas palestras realizadas no fim de 2017, atualizei minha apresentação para refletir o que já se tornou “mainstream” – os drones, por exemplo – e o que virou tendência para os próximos anos, como o Blockchain, Deep Learning…

Usando a técnica da “Jornada do Herói” em três “Atos”, fiz um apanhado das origens da Geotecnologia e dos Drones, tudo o que avançamos até hoje, chegando no que podemos esperar para os próximos anos:

Novas tecnologias e formas de trabalho já estão substituindo empregos em diversas profissões. Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, analisaram recentemente 702 ocupações e estimaram suas chances de automatização. As profissões ligadas à produção de dados geoespaciais chegam perto de 90% de chance de substituição por robôs nos próximos 20 anos.

Por outro lado, a profissão de cientista de dados é considerada a mais “sexy” deste século pela Harvard Business Review. Ou seja, já que os dados estão virando commodities, agora o desafio é saber o que fazer com esta imensa quantidade de informação que é continuamente gerada.

Em um mercado que avança tão rápido, você se sente confortável com as mudanças que estão ocorrendo, tanto em relação à tecnologia quanto ao mercado de trabalho? Tem noção de que, nos próximos anos, estas mudanças vão avançar ainda mais rápido?

Recentemente, o Instituto GEOeduc realizou uma pesquisa com a comunidade de Geotecnologia e Drones sobre quais as principais barreiras ao empreender na área.

Segundo a pesquisa, mais de 40% das pessoas estão frustradas ou indiferentes em relação às suas carreiras. Do total, 28% já são empresários, enquanto 51% têm interesse em empreender. Quanto aos principais desafios ao empreender, os mais citados foram a falta de capital e de tempo, a crise econômica, a forte concorrência e a dificuldade de criar uma rede de contatos e firmar parcerias.

Empreendendo na área de Geo e Drones

Você sempre quis empreender na área de Geotecnologias, mas as incertezas do mercado te desanimam? Você tem dúvidas sobre como começar o seu negócio nessa área? Você tem vontade de começar seu próprio negócio relacionado a drones ou outras tecnologias afins? Esta é a sua chance!

Instituto GEOeduc tem o prazer de anunciar que estão abertas as inscrições para o curso online de GeoEmpreendedorismo. Com carga horária de 30 horas, este treinamento é realizado de forma totalmente remota.

Eduardo Freitas, Idealizador do geoXchange, Co-Fundador do MDI, Consultor-Especialista no GEOeduc, Diretor de Operações do MundoGEO, Projetista na Engest Engenharia. Engenheiro Cartógrafo (UFPR), Técnico em Edificações (UTFPR), Especialização em Gestão Estratégica em EAD (Senac-SP), com mais de 20 anos de experiência em Obras Civis e Geotecnologia, atuando em empresas como Engebanc, Vertrag, Absoluta, Empresa Júnior de Cartografia da UFPR, entre outras. Coordenador do Instituto GEOeduc de 2014 a 2017. Diretor Financeiro da Associação Brasileira de Engenheiros Cartógrafos – Regional Paraná (ABEC-PR) 2013/2015, Membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Tradutor de 2007 a 2013 do Informativo para América Latina e Caribe da Associação para a Infraestrutura Global de Dados Espaciais (GSDI), Tradutor desde 2012 do Informativo do Fórum Ibero-Americano do Consórcio Geoespacial Aberto (OGC), Tradutor desde 2014 do Informativo GeoSUR, Membro da Equipe de Tradução do software livre QGIS – 2015/2016, Membro da Comissão Avaliadora das Jornadas Internacionais do software livre gvSIG – 2013-2014. Atuou como Gerente de Social Media, Editor das Revistas/Portais MundoGEO & DroneShow e Coordenador da Programação dos Eventos Presenciais (Seminários, Hackatons, MundoGEO#Connect & DroneShow) e Online (Webinars, Workshops) da MundoGEO. Liderou a participação da MundoGEO em Projetos de Cooperação Internacional envolvendo instituições latino-americanas e europeias. Autor do blog GeoDrops. Artigos publicados nas revistas Scientific American Brasil, GIS Development, entre outras. Participação no documentário Todo Mapa tem um Discurso. Criador do primeiro grupo de Mastermind de Geotecnologia (Geomind). Criador da página I See Maps All The Time. Palestrante em Conferências Nacionais e Internacionais sobre Tendências em Geotecnologia & Drones, (Geo)Marketing Digital, GeoEmpreendedorismo, Qualificação/Atualização Profissional e temas afins.

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