Vagas na área de Geociências: onde e como encontrar as oportunidades?

Sites de vagas, portais de notícias, indicação, networking? Neste segundo artigo da série sobre recrutamento e processos de seleção, avaliamos a percepção dos candidatos em relação às formas de encontrar vagas e empregos.

Por Eduardo Freitas Oliveira*

Você entra num site, encontra algumas vagas bacanas às quais pode se candidatar, tenta encontrar o nome da empresa que está contratando, mas então descobre que terá que pagar uma taxa para cadastrar seu currículo e – quem sabe – poder participar do processo seletivo. A maioria dos sites de vagas, hoje, funciona desta forma.

Neste segundo artigo da série sobre recrutamento e processos de seleção (leia o 1º artigo da série AQUI), avaliamos a percepção do mercado sobre quem busca vagas e – principalmente – quais canais são mais usados para a busca por oportunidades de trabalho. Esta série sobre recrutamento tem o objetivo de identificar quais as relações entre a seleção de candidatos com localização, redes sociais, sites e notícias de vagas, entre outras questões.

Pesquisa sobre vagas em Geociências

Em uma primeira enquete, perguntamos “na sua opinião, quem acessa notícias sobre vagas?”. Para aproximadamente 1/5 dos participantes da pesquisa, é somente quem está desempregado, enquanto 4% afirmaram ser quem está empregado mas buscando coisa melhor, a mesma quantidade afirma que são para empreendedores/recrutadores mapeando o mercado e, como era esperado, a maioria (quase 69%) afirmou que são todos os anteriores. 

Dentre os quase 4% que escolheram a opção “Outro”, destacam-se vários que afirmaram buscar vagas para amigos e parentes, enquanto uma professora comentou que acessa as notícias sobre oportunidades para comentar com alunos e estagiários. Também foi lembrada a opção de empreendedores que são colaboradores em empresas, que deve ser incluída em uma próxima enquete.

Na segunda parte da pesquisa, foi perguntado se os participantes já haviam conseguido trabalho a partir de sites de vagas e o resultado foi impressionante. Praticamente ¾ nunca conseguiu emprego a partir de sites de vagas, enquanto o restante citou que obteve êxito em serviços como a Vagas.com, Catho ou Infojobs.

Muitos citaram o LinkedIn como site de vagas, quando na verdade é uma rede social. Este comentário mostra isso: “O LinkedIn se torna mais viável, pois é uma rede social voltada para busca de profissionais, não um site de emprego”. O PCI Concursos e similares, que foram citados, também não são sites de vagas, mas sim portais de notícias, assim como é o banco de vagas do MundoGEO.

A diferença principal é que num site de vagas é possível, além de visualizar as vagas, cadastrar o currículo – pagando ou não – e se candidatar pelo próprio site à vaga. Do lado dos contratantes, as empresas podem cadastrar/gerenciar suas vagas e eventualmente contar com apoio no processo de seleção, com opções gratuitas e pagas.

Perfil Geográfico das vagas

Voltando ao assunto do artigo anterior, sobre localização, muitos citaram que a maioria das vagas nos sites são para a região Sudeste e Sul do Brasil. Já em relação à escassez de vagas, muitos afirmaram que foram empreender por falta de opção, sendo que a maioria não se arrepende por isso. Também foi comentado que muitas empresas colocam tantos requisitos para as vagas que acabam eliminando logo de cara muitos candidatos.

Por outro lado, um participante comentou que encontrou emprego em um site de vagas e sugeriu que a pesquisa seja feita em diferentes momentos, porque o resultado possivelmente indicaria relações com os aquecimentos e as crises de mercado. Também foi sugerido fazer uma próxima versão da enquete por região, pois o mercado muda bastante de um local para outro.

Um ponto importante a ser destacado é que muitos participantes na enquete comentaram que conseguiram trabalho por indicação, demonstrando que a rede de contatos – o “famoso” networking – é fundamental.

E você, conta pra gente como encontrou – ou se teve dificuldades para achar – oportunidades de trabalho na área?

Requisitos dos profissionais de Geo

O GEOeduc fez uma pesquisa sobre quais os requisitos e habilidades mais valorizados pelos recrutadores no setor de Geotecnologia. Veja quais itens são obrigatórios e quais evitar em seu currículo, confira quais são as habilidades indispensáveis para qualquer profissional de Geo e saiba quais são os diferenciais que vão fazer seu currículo de destacar entre os demais: http://conteudo.geoeduc.com/relatorio-pesquisa-requisitos-diferenciais-geo.

Empreendendo na área de Geociências

Você sempre quis empreender na área de Geociências, Geografia ou Geotecnologias, mas as incertezas do mercado te desanimam? Você tem dúvidas sobre como começar o seu negócio nessa área? Você, que tem vontade de avançar dentro da empresa em que trabalha, sabia que é possível ser um colaborador empreendedor? Esta é a sua chance de conhecer todo o seu potencial!

Instituto GEOeduc tem o prazer de anunciar que estão abertas as inscrições para o curso online de GeoEmpreendedorismo. Com carga horária de 30 horas, este treinamento é realizado de forma totalmente remota.

Eduardo Freitas, Idealizador do geoXchange, Co-Fundador do MDI, Consultor-Especialista no GEOeduc, Diretor de Operações do MundoGEO, Projetista na Engest Engenharia. Engenheiro Cartógrafo (UFPR), Técnico em Edificações (UTFPR), Especialização em Gestão Estratégica em EAD (Senac-SP), com mais de 20 anos de experiência em Obras Civis e Geotecnologia, atuando em empresas como Engebanc, Vertrag, Absoluta, Empresa Júnior de Cartografia da UFPR, entre outras. Coordenador do Instituto GEOeduc de 2014 a 2017. Diretor Financeiro da Associação Brasileira de Engenheiros Cartógrafos – Regional Paraná (ABEC-PR) 2013/2015, Membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Tradutor de 2007 a 2013 do Informativo para América Latina e Caribe da Associação para a Infraestrutura Global de Dados Espaciais (GSDI), Tradutor desde 2012 do Informativo do Fórum Ibero-Americano do Consórcio Geoespacial Aberto (OGC), Tradutor desde 2014 do Informativo GeoSUR, Membro da Equipe de Tradução do software livre QGIS – 2015/2016, Membro da Comissão Avaliadora das Jornadas Internacionais do software livre gvSIG – 2013-2014. Atuou como Gerente de Social Media, Editor das Revistas/Portais MundoGEO & DroneShow e Coordenador da Programação dos Eventos Presenciais (Seminários, Hackatons, MundoGEO#Connect & DroneShow) e Online (Webinars, Workshops) da MundoGEO. Liderou a participação da MundoGEO em Projetos de Cooperação Internacional envolvendo instituições latino-americanas e europeias. Autor do blog GeoDrops. Artigos publicados nas revistas Scientific American Brasil, GIS Development, entre outras. Participação no documentário Todo Mapa tem um Discurso. Criador do primeiro grupo de Mastermind de Geotecnologia (Geomind). Criador da página I See Maps All The Time. Palestrante em Conferências Nacionais e Internacionais sobre Tendências em Geotecnologia & Drones, (Geo)Marketing Digital, GeoEmpreendedorismo, Qualificação/Atualização Profissional e temas afins.

_____________________________________________________________________________________

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *